terça-feira, 28 de agosto de 2012

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO - PERCEPÇÃO DO GESTOR 07 de julho de 2009, às 15h40min ADMIRÁVEL MUNDO NOVO - PERCEPÇÃO DO GESTOR *Shalimar Portela RESUMO Este artigo destina-se a condensar os assuntos estudados durante as aulas da professora Elba Karla Leão Silvano módulo de Gerenciamento Humano e Responsabilidades Sociais nas Organizações durante o curso de pós graduação de Gestão Empresarial, Considerando o conhecimento desenvolvido por meio das abordagens, discussões e trabalhos de grupo. ABSTRACT This article is intended to condense the issues studied during the lessons of the teacher Elba Karla Leão Silva in Module Management and Human Responsibilities in Social Organizations during the course of graduate of Business Management, considering the knowledge developed through approaches, discussions and work group. Palavras-chave: Gestão, Globalização, Pessoas O mundo contemporâneo imprime novas necessidades às organizações, as empresas procuram consultores renovam suas estratégias, renovam conceitos, e a imprevisibilidade assusta os gestores que se sentem inseguros. O reflexo desse cenário acontece no ambiente de trabalho entre os colaboradores que também se sentem inseguros diante da instabilidade dos mercados. A globalização traz a agilidade na disseminação das informações e diminui as distâncias e como numa brincadeira maldosa traz também distância entre as pessoas. Cada vez mais há comunicação entre povos, pessoas, segmentos, há disponibilização e acessibilidade de todo tipo de informação para todos que fazem parte desse maravilhoso e desconhecido mundo virtual saibam o que acontece, vêm juntos os ruídos e distorções, como o ambiente é livre há informações de todos os tipos com e sem verdade. Contudo a maior preocupação dos gestores deve ser com as relações humanas, deve-se tomar cuidado para não se perder o tênue “controle” sobre a comunicação. Utilizar as ferramentas virtuais disponíveis a favor da comunicação é ótimo, mas utilizar somente ferramentas da comunicação a distância é perigoso. Os valores dos indivíduos estão em processo de mudança, a necessidade dos colaboradores em se sentirem e mais ainda efetivamente fazerem parte da organização, é latente. Os profissionais não querem mais viver em seus “quadrados” dentro dos departamentos, há uma realização quando eles estão envolvidos e comprometidos, eles sentem-se motivados e a empresa só ganha quando este profissional sente-e parte do processo, quando ele sente-se importante para o sucesso da organização. Há ainda a necessidade deste profissional em perceber que a organização está preocupada com o seu desenvolvimento humano. Há expectativa de reconhecimento por meio de oportunizar a este profissional, capacitações, treinamentos, cursos de conhecimento específico, graduações e pós-graduações. Todas as teorias estudadas e aplicadas no passado continuam inseridas nos processos de gestão, contudo, elas não funcionam sozinhas, como num mágico quebra cabeça elas, as teorias, são partes de um todo que ainda está por ser completado. As empresas precisam ter visão holística sobre os processos de gestão, assim como nas relações com as pessoas. Também como fruto dessa nova percepção hoje as empresas entendem os profissionais como sendo pessoas que têm, vida familiar, vida emocional, vida econômica, e, muitas outras vidas compreendidas numa só pessoa, complexa e completa, ao mesmo tempo, um ser que se mostra incompleto à busca da felicidade. Pode-se aceitar que o momento em que as organizações vive é um momento de transição. De mudança de costumes e métodos utilizando por muitas décadas. E como toda quebra de paradigma é sempre muito dolorosa e instável, é exatamente assim que as organizações e conseqüentemente as pessoas se sentem em seus ambientes. Os grandes pilares do conhecimento norteadores das grandes organizações durante décadas estão fragilizados, e há uma crise de liderança, como afirmou o Drucker (2003) “já não podemos olhar pelo retrovisor em busca de soluções para o presente, pois embora o passado dê referência, é o futuro que nos dá direção”. Assim, a informação é poder. As mudanças aconteceram tão sutilmente e tão rapidamente que os gestores não tiveram como acompanhar essas mudanças e na atualidade encontram dificuldade em exercer seus papéis de líderes. Há discreta revolução nos ambientes de trabalho, apontando para o surgimento de um gestor capaz de apresentar uma nova inteligência para os negócios capaz de desenvolver empresas que respondam às mudanças e às crises com harmonia e equilíbrio (Boyett e Boyett 1999:61), este também entende que a mudança desperta uma multidão de medos. O profissional de hoje quer uma boa causa para investir o seu tempo, esforço e dedicação, este profissional quer trabalhar e desenvolver um bom trabalho em uma atividade e/ou organização em que ele acredite e lhe dê o sentimento de que vale a pena. Contudo não se pode desconsiderar o fato de que mesmo havendo esta disponibilidade, esta vontade, há também a dificuldade de alinhamento da organização como um todo. É fundamental entender que a sensibilidade, o Feeling, o tato, o respeito à diversidade, são qualidades fundamentais para que os gestores encontrem o caminho para “alcançar” seus liderados. Os gestores precisam ser referenciais de conhecimento e dominar os processos para conquistar respeito. Os gestores para encontrar o caminho para o sucesso neste processo de mutação do mercado precisa entender que as pessoas são semelhantemente diferentes, e as singularidades juntas fazem o todo, formam um desenho mágico da vida organizacional. É preciso diminuir as pirâmides dentro das organizações e reconhecer as pessoas enquanto indivíduos, ao mesmo tempo em que não se pode tratar de forma privilegiava um indivíduo por mais que seja mais bem preparado ou possua habilidades mais visíveis em detrimento de outro indivíduo categorizado como menos hábil. Respeitar os limites e extrair de cada profissional o que ele tem de melhor, conduzindo a todos para juntar esforços em favor dos objetivos da organização, alinhando os objetivos da organização com as necessidades do mercado, sem causar prejuízos ao planeta nem a sociedade é o grande desafio do admirável mundo novo em que as organizações estão inseridas.

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