terça-feira, 28 de agosto de 2012

Sintomas da Gabriela? Esses dias estreou o remake da novela Gabriela. Obra do escritor Jorge Amado que já fez sucesso na TV nos anos 70, na época, Sônia Braga, que se tornou internacional, no papel da morena do sertão do nordeste que tinha o cheiro de cravo e cor de canela. Apesar de ser uma obra de ficção, a novela traz algumas lições para o mundo corporativo. A música da personagem, cantada por Gal Gosta, por exemplo, diz: "eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim...Gabriela...sempre Gabriela". No mercado de trabalho encontramos muitos profissionais com a síndrome da Gabriela. São aquelas pessoas qualificadas tecnicamente, mas que se recusam a mudar, por medo ou por falta de visão... ou por acreditarem que as coisas devem ser feitas do seu jeito. E assim não se permitem experimentar novos caminhos e, em consequência, continuam colhendo sempre os mesmos resultados. Em minha pouca experiência como gestora de pessoas já ouvi muitas frases como: _"vamos fazer assim, pois sempre fizemos assim", ou "sei que isto é bom, mas já estou acostumado a fazer do meu jeito", ou ainda "eu sinto muito, mas sou assim". Com esse discurso, muitos profissionais com potencial ficam estacionados no tempo. E o pior: acreditam que estão fazendo a coisa certa. Não estou com isso a fazer apologia contra as boas práticas e tradições. Apenas trazendo oolhar para questões onde as mudanças trazem crescimento. “Quando Você Quer Algo Que Nunca Teve, Você Deve Fazer Algo Que Nunca Fez” Mike Murdock Afinal de contas, para crescer e alcançar metas é necessário mudar procedimentos que já não são satisfatórios/suficientes/atuais. Para crescer é preciso mudar, é necessário estar antenado com as mudanças socioeconômicas/tecnológicas que ocorrem no mundo e na sociedade. O processo de mudança nem sempre é fácil, eu sempre acho muito difícil (mesmo achando encantador o desafio do desconhecido), a mudança exige trabalho, planejamento, força de vontade, disciplina e visão de águia (longo alcance, futuro). Por isso, muitos preferem continuar fazendo as mesmas coisas no trabalho e na vida pessoal, perdendo a oportunidade de conhecer novos caminhos, amadurecer e descobrir outras possibilidades. Uns têm medo: medo de não dar certo, medo de errar, medo de críticas, medo de não conseguir. Outros continuam fazendo as mesmas coisas por interesse político. Quantos gestores públicos continuam perpetuando formas ineficientes e ineficazes de gerir a coisa pública pensando nas próximas eleições? Esse ainda é um grande gargalo que o país precisa enfrentar, mas antes disso é preciso vontade para mudar. O fato é que o mundo está em constante transformação e só vão se sobreviver os mais ágeis, e só irão sobressair os empreendedores (inovadores, dinâmicos e assertivos). Caso esteja com os sintomas da Gabriela, cuidado. Se você conhece alguma "Gabriela" no seu trabalho, convide-a a olhar a vida com outros olhos, já que esse comportamento pode ser um indício de baixa autoestima. Deixe o encanto da Gabriela apenas na novela e na obra do baiano Jorge Amado. Empreendedor de verdade não tem medo da mudança: arrisca-se, enxerga mais que muitos, motiva os colegas de trabalho, tem entusiasmo, quer evoluir e vai além, muito além. Mas cuidado! Mude apenas o que pode ser melhor. Guarde o que é fundamental (essência/valores/regras de boa convivência).

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